Projeto de I&D · Inovação em proteína alternativa

Um inseto,
três frações
de valor.

O INTECH+ desenvolve o fracionamento integrado de Tenebrio molitor para transformar um único inseto em três frações de valor — proteína, óleo e quitosano.

DIA 0 DE — · — DO CALENDÁRIO
36 meses · 2025–2028
2 PME · 2 universidades
Região Norte · Portugal
O desafio
Precisamos de proteína mais sustentável — e os insetos edíveis são uma resposta séria.

A produção de proteína convencional pesa fortemente sobre o clima e os recursos naturais. Os insetos como o Tenebrio molitor — já autorizado para consumo humano na UE — oferecem um perfil nutricional rico com uma pegada muito menor. Falta resolver o passo tecnológico: extrair frações de qualidade, à escala, sem desperdício.

  • ↓Menos emissões e recursos — menor consumo de água, solo e ração face à pecuária.
  • 40–70%Proteína por matéria seca, com bom perfil de aminoácidos e biodisponibilidade.
  • UEQuatro espécies autorizadas para consumo humano na UE após avaliação da EFSA, incluindo T. molitor.
  • +Valorização total — proteína, lípidos e quitina aproveitados num só processo.
Fontes: FAO / van Huis et al. (2013) · Rumpold & Schlüter (2013) · EFSA
A solução

Um inseto, três frações, um só ciclo

Um método de fracionamento completo e sequencial separa a larva nas suas frações de maior valor — e fecha o ciclo usando os próprios subprodutos. Seleciona uma fração para ver o que é e porque tem valor.

INTERATIVO
01 · MATÉRIA-PRIMA 02 · FRACIONAMENTO 03 · INTEGRAÇÃO T. molitor PROTEÍNAelevado teor proteico ÓLEOfração lipídica QUITOSANOsíntese verde intech+ novos ingredientes alimentares
▼Clica numa fração no diagrama — o painel abaixo atualiza
Plano de trabalho

Progresso do projeto

As seis atividades do plano e o seu estado face ao calendário previsto. Arrasta a data para ver como o plano evolui ao longo dos 36 meses.

Disseminação

Publicações e comunicações

Produção científica e ações de divulgação do projeto — atualizadas à medida que os resultados são apresentados.

Perguntas frequentes

Sobre os insetos, o Tenebrio molitor e o projeto

Respostas curtas e factuais, com base nas avaliações da EFSA e na literatura da FAO.

01Os insetos e o Tenebrio molitor

O que é o Tenebrio molitor?+
É a larva do escaravelho-da-farinha — um inseto de 2 a 3 cm, criado há décadas de forma controlada, inicialmente para alimentação animal. Foi o primeiro inseto autorizado como novo alimento na União Europeia (2021), após uma avaliação de segurança da EFSA que analisou composição, processo de produção, contaminantes e alergenicidade.
Que insetos podem ser vendidos como alimento na UE?+
Quatro espécies têm autorização Novel Food: a larva do Tenebrio molitor (2021), o gafanhoto-migratório Locusta migratoria (2021), o grilo-doméstico Acheta domesticus (2022) e a larva do Alphitobius diaperinus (2023). Cada autorização define os formatos permitidos — inteiro seco ou congelado, pasta, pó — e as condições de uso e rotulagem.
Como são criados os insetos?+
Em instalações fechadas e controladas — temperatura, humidade e higiene — em tabuleiros empilhados, o que exige muito pouco espaço. As larvas de T. molitor alimentam-se de substratos vegetais como farelos e subprodutos de cereais, sujeitos às regras europeias de alimentação animal. O ciclo até à larva pronta demora cerca de dois a três meses.
Porque se diz que os insetos são mais sustentáveis?+
Segundo a FAO, os insetos convertem ração em proteína com grande eficiência — são de sangue frio e não gastam energia a manter a temperatura corporal — e precisam de muito menos solo e água do que a pecuária, com emissões de gases com efeito de estufa claramente inferiores. Além disso, valorizam subprodutos vegetais que de outra forma seriam desperdício.
Que sabor têm e como se apresentam nos alimentos?+
Na prática, o consumidor raramente vê o inseto. A larva é transformada em pós, farinhas e concentrados de sabor suave, ligeiramente a cereal ou a noz, que se integram em alimentos correntes — massas, pão, barras, snacks ou bebidas. É por isso que o INTECH+ trabalha em frações e não em insetos inteiros.
Já se comem insetos noutras partes do mundo?+
Sim, e há muito tempo. A FAO estima que cerca de dois mil milhões de pessoas incluem insetos na sua dieta tradicional e identifica mais de 1 900 espécies consumidas, sobretudo na Ásia, em África e na América Latina. Na Europa, a novidade é a produção controlada e a autorização regulamentar, não o hábito em si.
O que é a quitina?+
É o polissacárido que dá estrutura ao exosqueleto dos insetos e dos crustáceos — o segundo biopolímero mais abundante na natureza, depois da celulose. Não é digerida como a proteína, por isso separá-la faz sentido: uma vez extraída, pode ser convertida em quitosano, um material com aplicações próprias.
É seguro consumir insetos? E as alergias?+
As espécies autorizadas na UE passaram por avaliação de segurança da EFSA. Como qualquer alimento, exigem boas práticas de produção e rotulagem correta — o nome científico tem de constar da lista de ingredientes. A EFSA alerta que pessoas alérgicas a crustáceos ou a ácaros do pó podem reagir a insetos, e por isso essa menção é obrigatória no rótulo.

02O projeto INTECH+

O que significa "fracionar" a larva?+
Em vez de moer a larva inteira numa única farinha, o fracionamento separa-a nas suas componentes de maior valor — a proteína, o óleo e a quitina (convertida em quitosano). Cada fração tem usos e mercados diferentes, e nada é desperdiçado.
Porque é que o óleo e o quitosano interessam?+
O óleo de T. molitor tem um perfil lipídico maioritariamente insaturado, com predominância dos ácidos oleico e linoleico, o que lhe dá interesse alimentar, cosmético e em alimentação animal. O quitosano é um biopolímero biodegradável e biocompatível procurado pelas indústrias farmacêutica, alimentar e cosmética — em revestimentos, filmes e embalagens ativas, entre outros.
Como está organizado o consórcio?+
Quatro promotores em copromoção: duas PME do setor dos insetos — a SFP e a TecmaFoods — e dois centros de excelência de investigação, a Universidade do Porto (FCUP e FFUP) e a Universidade Católica (CBQF). O plano de trabalho tem seis atividades, da definição de requisitos aos ensaios de validação e à divulgação.
Os produtos já estão disponíveis?+
Não. O INTECH+ é um projeto de investigação e desenvolvimento que decorre até março de 2028. Os novos ingredientes desenvolvidos carecem de autorização Novel Food pela EFSA/Comissão Europeia antes de qualquer comercialização.
Quem financia o projeto?+
O INTECH+ é cofinanciado pela União Europeia através do FEDER, no âmbito do COMPETE 2030 / Portugal 2030 (Sistema de Incentivos à Investigação e Desenvolvimento — Copromoção). Os identificadores oficiais estão no rodapé desta página.
Fontes: EFSA — pareceres científicos sobre T. molitor (2021), L. migratoria (2021), A. domesticus (2022), A. diaperinus (2023) · FAO, Edible insects: future prospects for food and feed security (van Huis et al., 2013) · Rumpold & Schlüter (2013).
Consórcio

Duas PME e três centros de excelência de I&I

Um consórcio que junta o conhecimento industrial de duas PME do setor dos insetos à investigação de referência da Universidade do Porto e da Universidade Católica.

Promotor

SFP

Requisitos dos produtos, formulação, protótipos, coordenação e divulgação.

Promotor

TecmaFoods

Produção e transformação de T. molitor. Fracionamento à escala-piloto e industrialização.

Promotor

U. Porto · FCUP / FFUP

Extração proteica, quitina/quitosano, ensaios e avaliação sensorial.

Promotor

U. Católica · CBQF

Desenvolvimento do conceito, purificação lipídica e caracterização dos ingredientes.

Equipas e percurso

Quem faz o INTECH+

Escolha um promotor para conhecer a equipa envolvida no projeto e o trabalho que já desenvolveu com insetos. Os trabalhos listados são anteriores ao INTECH+ e não são resultados do projeto.

Contacto

Quer saber mais sobre o INTECH+?

Investigadores, empresas do setor alimentar, imprensa ou potenciais parceiros — se o projeto lhe interessa, deixe-nos uma mensagem. O consórcio responde por email.

  • Parcerias e indústria — aplicações das frações, pilotos e colaboração.
  • Investigação — colaborações científicas e apresentações.
  • Imprensa e divulgação — pedidos de informação e entrevistas.
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